domingo, 22 de dezembro de 2013

Coisas da vida

Atualizar o blog ou atualizar a vida?



Às vezes isso se confunde.

É como se antes de eu escrever as coisas fiquem em suspensão. Aguardando aquela confirmação: opa, é verdade mesmo, tá escrito lá.

Estamos encerrando o tal ano em Barra do Corda. E aí?

Pô cara...deixei meu conforto e amores em São Luís atrás do que até então eu chamada (bem baixinho e só para mim) de minha vida. Por que sim, desde 2004 que essa parada aqui se confunde com a minha vida e meus relacionamentos são uma prova disso.

Acontece que de longe a gente enxerga essas coisas melhor (menos de verdade por que sou míope) e já não vale a pena.

Agora, o que vem pela frente nem seja louco de me perguntar, um cara que veio para  Barra do Corda achando que seria legal não tem condições de responder isso.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

E tinha um mestrado no meio do caminho...

Não sei se eu cheguei a comentar aqui sobre isso...Comentei? Se não, comento agora.

Fiz a seleção do mestrado em 2012.

Não passei. Não sou desses que fica naquela de se lamentar e etc. Não passei porque meu currículo não permitia isso. Depois que me formei, me lixei para o lado educacional (pós-graduação, publicações e etc), acabei me voltando para o trabalho e, assim, do ponto de vista de 'não estar traumatizado' foi bacana.

Pelo menos entre 2004 e 2013 não fiquei desempregado e não fui obrigado a aceitar nenhum subemprego.

Aí você me pergunta, então pra quê o post (Já que só se faz post pra reclamar mesmo...kkkkkkk).

Cara...

É que eu sempre fui vaidoso, no seguinte sentido. De talvez ser o nerd da parada, de saber as coisas, não sei se vocês me entendem. É mais ou menos assim, 'cara, pergunta pro Will, se ele não souber, ninguém sabe...'. O que obviamente não é verdade!

E às vezes, eu fico pensando que tenho amigos que terminaram o mestrado e agora estão terminando o doutorado. E você pode, com razão, dizer 'ah, vai se fuder Will, você escreveu isso aqui, me fez perder o meu tempo, por causa de uma vaidadezinha sua?'.



A CAPES divulgou um edital para Mestrado Profissional, super tudo a ver comigo, a bolsa é de US$ 1.150,00 - 1/3 do meu salário - o que é um valor até certo ponto que consegue cobrir as despesas básicas desses 21 meses previstos de trabalho acadêmico.

E o post, seus sacripantas, foi para dizer que eu fiquei realmente tentado a arriscar isso...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Um abraço ao Rubem...


Meu ideal seria escrever num papel, qualquer coisa, mas qualquer coisa nobre a ponto de fazer o seu dia mudar.

Mas para fazer o seu dia mudar, precisaria ser nobre? E estar escrito em um papel?

Meu ideal seria escrever, então, algo simples, na areia de uma praia. Algo bem direto e profundo, tão profundo que fizesse você esquecer toda essa carcaça que nos envolve e apenas de repente, num rompante, fizesse você descobrir quem você é, de verdade.

Mas que essa descoberta viesse de uma maneira rápida, porém suave. De uma maneira que fosse bem recebida e bem quista. Sem conflitos de identidade e sem sofrimentos adicionais.

Meu ideal seria escrever.

Um abraço ao Rubem...

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Os sonhos que sonhamos...


Há um ano, eu estava realizando - provavelmente - o maior sonho da minha vida. estava em Interlagos para ver um GP ao vivo.

Sonhos que crescem, que evoluem. Hoje, meu sonho é ir ver o GP de Austin ou o GP de Silevrtone.

Mas no fundo, acho que aquela sensação de euforia - contida pela presença de outras pessoas - nunca mais vai voltar. De escrever isso aqui eu já sinto os olhos arderem, mas nunca como na hora em que eu entrei lá e abracei o Alexandre, o Weiller e a Mari. Não, aquilo ali, eu me lembrando do meu pai, lembrando do Senna, lembrando de um monte de coisa, não...aquilo ali não volta mais.


Foi bom demais...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bitter Bitter Bitter ... Bitter Sweet Symphony


Provavelmente (vou ver isso depois mesmo) já devo ter feito algum post com esse título. Ou com essa música ao fundo. Não é só por que eu lembro bem de quando essa música passava na MTV - e era bem legal - mas é por que realmente as coisas nunca são 100% doces, como deveriam ou não.

Mas que merda é o fato da gente não conseguir controlar nosso nível de animação, de motivação, de vontade de viver.

E o pior é que o ambiente atual da minha vida não ajuda.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Be yourself unless...


Fiz mais um aniversário. Tô velho. Muita gente famosa morreu com 33. Vou tomar cuidado para não ficar famoso...

sábado, 26 de outubro de 2013

Faz tempo que não venho aqui...

Faz tempo que não vou a lugar nenhum...

Só aqui na Fazenda, só aqui em Barra do Corda.

E a última vez que estive em casa foi tão legal. A distância nos aproxima da família, como isso é estranho. Deve ser parecido com uma pessoal com doença terminal que nunca curtiu a vida e começa a sentir falta do ar que respira a cada minuto.

Mas enfim, voltando às frustrações diárias que movem o meu mundo.

Caramba, como esse lugar nos consome. Não existe qualidade de vida. Quero mudança. Urgente. tenho que mudar a maneira como as pessoas encaram isso aqui. As coisas tem que melhorar.


Se não melhorarem, eu quero minha ilha de volta!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Admitir o erro

Admitir o erro é muito chato. Mas errar é mais chato ainda.

O certo é que eu errei em não ter concluído meu curso de Biologia, faltava menos de 3% para eu terminar.

Trabalhando aqui na Fazenda, eu percebo qual é meu real lugar.

http://www.wikiaves.com.br/especies.php?t=u&u=15482

sábado, 14 de setembro de 2013

Exílio

Hoje acordei com vontade de ouvir Alçeu Valença, Geraldo Azevedo, Belchior.


Não é depressão nem nada.

Acho que é só saudade mesmo. Aqui sou um exilado em terras brasileiras. I don't belong here - como diria o Radiohead...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Normal...

Não curto fazer esse espaço aqui de diário do sofrimento constante. Mas parece que acaba sendo.

Meu chefe já me alertou sobre a importância de limitar escrever sobre o dia a dia da empresa nesse espaço, e eu acho que cumpri bem essa orientação - tanto que a quantidade de postagens diminuiu bastante.

Mas hoje não vai dar.

Lá atrás, em Janeiro/Fevereiro, meu chefe me chamou para me propor vir para cá. Nossa unidade em São Luís teria suas atividades encerradas. Eu já era responsável desde 2010 pela Produção aqui em Barra do Corda e a proposta significaria apenas (apenas?) uma mudança de cidade - e de vida.

Minha resposta foi simples: topo. Afinal, acho que quando você assume um compromisso de longo prazo, você deve ser justo com as pessoas que dependem de você nesse prazo. Eu tinha que pelo menos estar em uma transição para organizar os procedimentos que até então eram feitos apenas em São Luís (processos relacionados à expedição e etc).

Muita gente achou que eu pedi mais $ para vir para cá. Não. Ingenuidade? Não acho. Falta de valorização individual? Talvez. Medo da contraproposta não ser aceita? Provavelmente. Simplesmente eu achava que meu salário era justo de acordo com o porte da empresa.

Cara, vim para cá de certa forma com a cara e a coragem. Eu e mais 4 funcionários - que são amigos.

Não trouxe meu carro - afinal minha mulher precisaria dele em São Luís. Não trouxe minha casa - afinal ela não tinha rodas.

Cara, tá sendo difícil lidar com essa situação de não ter qualidade de vida. De não ter opções. E mesmo assim, com muito sofrimento, estamos cumprindo as metas dessa m...mesmo com tudo isso.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ilha de Siris

Um lugar que eu sempre vou...



"A questão é que eu fui crescendo e envelhecendo e percebendo porque não se deve confiar em pessoas com mais de 30 anos. É que elas apodrecem, sabe. É uma espécie de prazo de validade da inocência. Crianças são fofinhas, adolescentes são babacas, lá pelos 20 vão ficando escrotos, com 30 anos pronto, fodeu, estão todos contaminados, podres, mentalmente doentes. A tomada de consciência da própria finitude, a deterioração do próprio corpo, seja o que for. Algo nos apodrece. A todos, nem adianta dizer "eu não". Você também. É, você também.

Ok, e agora, que já tenho beeeeeeeeeeeeeem mais do que 30 sei que estou podraça, não precisam me avisar hahaha.

Well."

Talvez eu esteja depressivo ou sei lá, mas isso me tocou.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um cara de sorte

Um Cara de Sorte

Detonautas

Hoje eu acordei com uma vontade enorme de sair e andar sem direção
Sem destino e sem medo da morte
Simplesmente andar e ouvir o que dirá meu coração
Eu sempre fui um cara de sorte
E tudo que eu conquistei, foi com o suor do meu trabalho
Eu nunca desisti, não me curvei, não me entreguei, não me deixei levar
E essa corrente que prende pelos pés, eu arrebentei com os dentes
Não me entreguei
Eu vim lutar
Não vou deixar que alguém
Conquiste o impossível por mim, ahhh eu não vou deixar que alguém
Conquiste o impossível por mim, eu não vou deixar
Hoje eu acordei com uma vontade enorme de olhar no fundo dos seus olhos
E te pedir perdão
Por tudo que eu falei sobre o amor, sobre nós dois ou sobre o mundo
Às vezes eu perco a razão
É que eu não reparei quando você me protegia em silêncio
E eu não soube expressar o meu carinho o meu amor em palavras de novela
Mas quando a gente cresce, a gente aprende a dar valor a quem está perto
Eu vim dizer
Que eu voltei
Pro meu lugar
Não vou deixar que alguém
Conquiste o impossível por mim, eu não vou deixar que alguém
Conquiste o impossível por mim, ah eu não vou deixar que alguém
Conquiste o impossível por mim, ah eu não vou deixar que alguém...

domingo, 18 de agosto de 2013

Das necessidades do ser humano

Das necessidades do ser humano, talvez a mais irritante seja aquela que provoca mais brigas ao redor do planeta.



Por que cargas d'água as pessoas querem que todos sejam iguais? Que todos concordem sobre tudo? Caramba, as opiniões não podem ser divergentes?

A pessoa emite uma opinião.

A outra vai lá e discorda, argumenta, coloca o ponto de vista e ainda acrescenta - mas isso não quer dizer que você tenha que concordar comigo.

A outra aparece com mil pedras na mão dizendo que houve falta de educação e o escambau!

ASF...

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quero um...

Que dor...!!!


E a coragem?

E a coragem de arriscar? De tentar? De sair pra ver um admirável mundo novo?

De onde vem esse prazer mórbido pela fixação, pela estagnação, pela desorientação?

Rumar para novos espaços seria uma tendência biológica fortíssima. Em busca de novos recursos, novos nichos, menos competição. Será?


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Planejamento

Eu acho que estratégia não deveria ter hora e nem lugar. Toda hora e qualquer lugar serve. Sem o planejamento estratégico quem sobrevive?

- Ah Will, mas eu nem tenho um Forecast, vou planejar o quê?

Cara, você pode ao menos planejar as prioridades. Cara, se o seu negócio é produzir picolé, priorize produzir picolé, não caia naquela balela de diversificação.

Diversificação é bom, se o seu core business está bem definido e estabelecido, se nem o core está ok você vai diversificar o quê, fraquezas?

É por isso que eu acho que o planejamento tem que ser obrigatório. Pena que alguns negligenciem isso descaradamente.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pescaria de lembranças

Sabe, naquele dia saímos só nós dois. Você carregava um monte de coisas, redes, linhas, anzóis e eu era um menino - não lembro a minha idade. Lembro que eu era (era?) um menino medroso.

Talvez você tenha me levado lá por isso. E eu agradeço hoje, aqui.



Saímos os dois, acho que era manhã já alta. O rio estava vazando, naquela época do ano em que se formam aquelas lagoas sangrando na sua margem. Passamos algumas fontes nas margens e subimos o rio - para mim, um alívio não ir pela água, apesar de saber nadar. Andamos e eu olhava para tudo, qualquer barulho ou rumor me assustava.

Aos poucos fui me acalmando, você falava (não lembro bem) e aos poucos aquilo tudo fazia um pouco de sentido e era bom.

E então, chegamos onde você queria. Você procurou e achou um remo. Procurou e achou uma vara de talo de Babaçu. Entramos na água. Você amarrou um lado da rede no talo e fincou de um lado da sangria. Abriu a rede e me chamou para segurar o outro lado com água até o ombro (vontade de colocar até o pescoço, mas seria mentira minha) e me disse, segura firme que eu vou ali.

E sumiu.

Com o remo.

Foi fazer o que eu imagino que seja chamado de 'bateção'. Bater na água do lado oposto para espantar os peixes para onde se quer pescar. No caso, na minha direção.

Foi assustador, e foi inesquecível.

Valeu Pai.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Passarinhando

Não. O 'Is this a normal life?' não vai virar um site de Birdwatching. Mas como isso tornou-se parte importante da minha rotina, de vez em quando vou acabar falando sobre isso.

Para acessar tudo que já consegui registrar, o local mais correto é esse aqui: http://www.wikiaves.com.br/perfil_jwillmesquita.

Agora, felicidade mesmo é registrar uma ave como essa aqui:


Uma fêmea de Thamnophilus pelzeni, a choca-do-planalto. Acontece que essas aves são tão parecidas e ao mesmo tempo tão variáveis que pode ser que em cada sub-região tenhamos espécies distintas. Vários estudos estão sendo feitos nessa linha (principalmente usando hidridização de DNA).

Foi uma saída baseada em uma garganta inflamada que estava me deixando louco. Peguei a mochila coloquei 2 litros de água, câmera, guia de campo e passei o dia atrás de tamnofilídeos. Solidão mais divertida que essa é impossível.

sábado, 6 de julho de 2013

Carro, Moto, Barco, Avião, Velocípede...



Definitivamente eu preciso de um meio de transporte próprio aqui em Barra do Corda.

Não é luxo, é necessidade mesmo...

ps1.: não precisa ser igual ao da foto não...

ps2.: não custava nada para a empresa bancar, né?

sexta-feira, 5 de julho de 2013

My friend / Mon ami / Meu amigo

Às vezes é preciso registrar alguns acontecimentos.



Todos dizem que no trabalho, não se fazem amigos, apenas colegas.

Ano passado fui designado para receber a visita de um 'estudante Francês que vinha pesquisar/trabalhar na área de Sustentabilidade em nossa empresa'. Cara, que figura, primeiro por que ele não se chamava Noah e sim Noé (- Como o da arca!), em segundo por que notávamos nele uma vontade genuína de aprender.

Mas não aprender apenas sobre o trabalho e a empresa.

Aprender tudo! Desde a comida, as bebidas (!), os costumes, os nomes, as novelas. Nada é mais inspirador que isso. Ele, jovem demais para estar assim, 'largado' no mundo - ou melhor, nunca é cedo para estarmos assim, não é mesmo? - já chegou nos ensinando algo de valor: ter coragem é ter tudo na vida.

Encarar uma Trip NY - São Luís - Barra do Corda não é para qualquer um. Passar um ano e meio nos confins do Maranhão é para pouquíssimos.

E não era só a viagem, era a empresa, eram os problemas, era a adaptação, era tudo. E era mesmo, por que ficou no passado, rapidamente.

Inspirado, peguei meu inglês de quinta e coloquei a serviço do nosso ilustre personagem, para tentar traduzir o que algumas vezes era intraduzível (ainda mais com um vocabulário de quinta rsrsrsrsrs). Nos divertimos bastante nesse processo.

Cara, como eu aprendi. Foi demais poder discutir sobre tudo, sobre cultura e sobre negócios, sobre comida e sobre a vida. Dizem que amigos são 1 alma em 2 corpos, com o Noé posso ter certeza da amizade. Minhas cachorras dificilmente se apegam a chatos. E nenhum outro amigo tomou cachaça com mel junto com meu pai. E amizade é isso é fazer as coisas sem perceber.

Hoje é dia de comemorar, recebemos um Francês e exportamos um legítimo nordestino de volta para o mundo.



Amigo é aquele diante de quem podemos pensar em voz alta.
Ellen G. White

Não tem preço...


Caldeira de Biomassa: 2 milhões;

Secador Ciclônico: 600 mil;

Destalador: 200 mil;

Estar certo desde o início sobre a necessidade de padronização da matéria-prima e a verdade aparecer depois de 6 meses de sofrimento: Não tem preço...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Sonho Corporativo

Outro dia me perguntaram qual seria meu sonho corporativo, o que eu gostaria que minha empresa me propiciasse.


Fiquei com muita vergonha de dizer.

Mas aqui eu posso, ninguém lê isso mesmo...rs

Meu sonho é que a minha empresa pague cursos, treinamentos, formações complementares. Já estou aqui há um tempão e até o momento tive que pagar do meu próprio bolso tudo isso, acho que demonstra um pouco de descaso e desleixo em relação ao colaborador.

#FicaaDica

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Com a bola no pé e o coração na mão

A gente não nasce com a bola no pé por acaso. A gente não joga travinha no asfalto, perde a cabeça dos dedos a toa. A gente não monta traves com restos de madeira em vão.


Nos últimos meses tenho ouvido muito falarem mal do Brasil e dos brasileiros, quase sempre com razão.

Mas tudo isso acaba quando começa o jogo.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Algo se quebrou

Imagem de indestrutível, fama de insensível, sorriso de escárnio no rosto, confiança e cinismo ao vento. Pois é, esse aí sou eu.



Convencido? Empolgado? Maledicente? Pessimista? Talvez.

Algo se quebrou, talvez tenha sido a resiliência.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Far far away



No fundo no fundo eu pago o preço de ser otimista. Achar que tudo vai dar certo é uma merda. E o pior é que você ainda se esforça achando que está fazendo a sua parte para ajudar as coisas se arrumarem.


Trabalho duro, não é por nada não. Mas do meu jeito consigo colocar cada um dos meus subordinados para darem o seu melhor (pelo menos os que são profissionais sérios). Mas de que isso tá adiantando?

Morar longe de casa é ruim, mas achar que tudo isso não está valendo a pena é pior.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

E agora eu sou atleta de novo

Não tenho nada contra o povo daqui. Gosto de praticamente todos e não fiz nenhum inimigo (ainda). Mas a cidade, cara que abandono. Que falta de ânimo. Você vai na sorveteria e pede uma água, não tem, ok, traz uma coca, não tem.

Fazer o que da vida?

Jogar bola.



Topo qualquer pelada. Anteontem foi futebol, ontem foi society e hoje é futsal. Me convidaram para um vôlei também. Será que aqui tem algum aro de basquete?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lendas e Mistérios do Maranhão: o Caso do Itaqui


Lendas e Mistérios do Maranhão: o Caso do Itaqui
por José Wilson
O Maranhense se orgulha de viver em um estado considerado um caldeirão efervescente de cultura. Um caldeirão que foi temperado de lendas, mistérios e 'causos' estranhos. São carruagens encantadas que arrastam correntes, serpentes que crescem sem parar, areia sendo transformada em pólvora e até um rei transformado em touro negro com uma estrela branca na testa.
Muitos pensariam, baseando-se nisso, que esse povo crédulo seria fácil de ser enganado. Muitos pensariam.
Mas as lendas que assombram o dia-a-dia das empresas que tentam apostar no estado, são outras e são mais horripilantes, mais assustadoras.
Talvez a principal delas, seja a lenda do 'Porto que nunca será'.
O 'Porto-que-nunca-será' é um porto que apesar de possuir uma das maiores profundidades do mundo não consegue movimentar os produtos que seu estado produz, quanto mais ser uma referência em sua região de influência - eu diria má influência. Ele é talvez o porto nacional com a melhor saída para a Europa (mercado consolidado), para a China (via Canal do Panamá), para a África (objeto de desejo para quem pensa em expansão de mercado) e para os Estados Unidos (via Miami), e mesmo assim, apesar de ser o mais próximo acaba vivendo como o mais distante tanto para enviar como para receber.
O 'Porto-que-nunca-será', nunca será - os mais cínicos dirão - por que ninguém quer que ele seja. Mas isso não é de todo verdade. O 'Porto-que nunca-será' só é assim por que ele é assombrado. Uma pausa dramática é necessária agora, para que possamos digerir o termo 'assombrado'.
Os fantasmas que assolam essa estrutura são muitos, e são perniciosos. O fantasma da falta de vontade política, campeão de audiência no Brasil (cujo exorcismo propiciou todo o crescimento da área portuária de Suape). O fantasma do clientelismo, que coloca despreparados em posições estratégicas (não precisaremos detalhar o cabide de empregos que se tornou a EMAP). O fantasma da falta de parcerias público-privadas, que poderiam acelerar obras de infra-estrutura através de um gerenciamento mais profissional dos recursos obtidos de canais mais rápidos (PAC, BNDES).
Em suma, o 'Porto-que-nunca será' poderia ser Suape, basta chamar os caça-fantasmas.

artigo produzido para a disciplina Fundamentos de Logística (MBA em Engenharia de Produção - ENE)

terça-feira, 30 de abril de 2013

'E eu aqui em Barra do Corda?' ou 'Vontade que dá e passa'

Enquanto isso na sala de justiça...


Fiquei sabendo que a cidade não tem sistema de esgoto - saneamento básico #fail - ou seja, é uma bosta.

Fiquei sabendo que o maior problema da cidade é que não há um sistema de fornecimento de água regular para seus habitantes - ricos ou pobres, mais para estes últimos, claro - ou seja, o povo não anda fedendo por que é porco, porcos são os políticos mesmo.

Essas coisas me desanimam, nessas horas é melhor me concentrar no trabalho...oh wait! Se eu me concentrar no trabalho é capaz de piorar.


Não gosto de ser visto como um justiceiro, fantasia de herói é muito brega e eu não fui talhado para esses tipos romantizados - Ok, um Ironman da vida eu topava...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dimas e o asa-branca

Dimas era daqueles caras da cidade que não entende nada de campo. Passou umas férias na casa de uma tia no interior algumas vezes, mas só gostava de ir para lá por que as meninas eram mais fáceis.

Um dia, o coitado teve de ir em um cemitério atrás de uma boa locação para umas fotos - Dimas era um projeto de J.R. Duran. Procura daqui, procura dali e Dimas acabou raspando em um galho de árvore, uma acácia provavelmente.



De repente, ele sentiu uma dor aguda seguida de uma dezena de outras pequenas explosões nas costas e nas pernas. Ele não sabia o que fazer e correu, quanto mais ele corria, mais aquilo ardia e de repente ele teve a consciência de que o mal que lhe afligia era o temível marimbondo asa-branca, o terror alado.

Não se sabe onde Dimas foi parar, alguns dizem que ele foge até hoje, atormentado pela dor, outros dizem que ele correu até a casa da tia dos anos de infância atrás de uma lição que nunca aprendera, 'nunca ande distraído em um bosque da acácias no mês da florada'.

quarta-feira, 13 de março de 2013

O Game of Thrones da vida real


Outro dia eu estava pensando em tentar associar cada personagem de GoT a uma pessoa aqui na empresa.

Teria um para cada e uma justificativa por trás, o problema é que eu não sei nem que eu seria.

Assim como na série não temos como dizer que um personagem é 100% bom ou mau.

Tenso.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Trying


Nas últimas 4 semanas dormi 8 vezes na minha cama.

Meus amigos me perguntam se é pelo dinheiro, eu digo que não e - obviamente - eles não acreditam.

Não é.

Nem sei se é só pelo comodismo ou se é só pelo desafio, mas acho que há uma mistura dos dois componentes.

O certo é que estou aqui em Barra do Corda me esforçando para achar os lados bons dessa vida. Segunda começa a produção de extrato e meu maior desafio dos últimos meses, vamos nos concentrar como antes e mandar ver.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Sozinho na Chapada


Em abril de 2011, escrevi isso aqui. E agora, quase 2 anos depois, estou morando em Barra do Corda.

Não é nada de matar, é que poderia ser bem melhor do que vai ser (olha eu novamente antecipando o sofrimento...esse é o Will).

Minha esposa, essa aqui, não poderá vir antes de terminar o mestrado. E o pior, ela trabalhava na nossa unidade que foi extinta, o que significa que a nossa renda vai diminuir e os gastos vão aumentar (por que terei que manter uma casa em Barra do Corda).

Além disso, a proposta feita aos colaboradores transferidos (presente!) não foi, digamos, financeiramente espetacular - o que é compreensível do ponto de vista da situação da empresa - e acaba pesando no humor de todos.

Por outro lado, está sendo espetacular trabalhar em uma equipe nova. Com uma gestão equilibrada que tanto fazia falta por aqui. O clima está sensacional. E isso faz a gente topar qualquer parada.

Preciso resolver algumas coisas práticas para minha vida entrar nos eixos por aqui.

Um abraço!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Briga de cachorro grande

Dois 'machos-alfa' quando se encontram, a coisa não fica legal.



É o famoso 'o bicho vai pegar'.

Nas empresas, muitas vezes em um mesmo setor, 2 alfa se encontram. O trabalho colaborativo acaba, por que a inteligência emocional falta e a adrenalina do confronto acaba falando mais alto. É o que em um outro lugar seria chamado de 'A canção da espada'.

Os gestores devem se alertar para montar equipes equilibradas e evitar confrontos não produtivos.

Veja bem, não sou contra o embate. Apenas acho que os improdutivos não levam a nada de bom para a organização.