quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dimas e o asa-branca

Dimas era daqueles caras da cidade que não entende nada de campo. Passou umas férias na casa de uma tia no interior algumas vezes, mas só gostava de ir para lá por que as meninas eram mais fáceis.

Um dia, o coitado teve de ir em um cemitério atrás de uma boa locação para umas fotos - Dimas era um projeto de J.R. Duran. Procura daqui, procura dali e Dimas acabou raspando em um galho de árvore, uma acácia provavelmente.



De repente, ele sentiu uma dor aguda seguida de uma dezena de outras pequenas explosões nas costas e nas pernas. Ele não sabia o que fazer e correu, quanto mais ele corria, mais aquilo ardia e de repente ele teve a consciência de que o mal que lhe afligia era o temível marimbondo asa-branca, o terror alado.

Não se sabe onde Dimas foi parar, alguns dizem que ele foge até hoje, atormentado pela dor, outros dizem que ele correu até a casa da tia dos anos de infância atrás de uma lição que nunca aprendera, 'nunca ande distraído em um bosque da acácias no mês da florada'.

3 comentários:

Silvia Whatever disse...

Não era aquele marimbondo do Sarney? Vai dizer que aí tem mais de um marimbondo assassino (além do marimbondo-de-fogo do Sarney ahahah)?

José Wilson Carvalho de Mesquita disse...

Aquele do Sarney era o Marimbondo-de-fogo mesmo. Aqui só o que tem é isso...Sarneys e Marimbondos assassinos!

Silvia Whatever disse...

hahhaha ao menos nos marimbondos basta tacar inseticida.