sexta-feira, 29 de abril de 2011

Peixe Espada


Mari,


Acho que empatia, quando não é falsa, é o mais consolador dos sentimentos...é o famoso 'senta aqui do lado e vamos afogar essas mágoas juntos'.

Seu post, Um gênio comum, é um pouco a história resumida da minha vida. Então, lá vai.

Sempre fui o melhor da turma, isso desde que me lembro, 1ª série, guri, já tirava só dez...fui crescendo e sendo um 'fenômeno', daqueles alunos que os professores chamavam os pais e davam conselhos 'bota ele numa escola de superdotados' (era moda na época). Isso tudo foi sempre normal para mim.

Assim como, por uma questão de comodidade e inércia, pareceu normal fazer medicina no vestibular. Mas não assinei a folha de respostas e fui desclassificado (mesmo com 80% de acertos) e o mundo dos outros (não o meu mundo) desabou.

Todos se perguntavam, 'mas como assim?'. E eu não sabia o que tinha me atingido.

Foi um período difícil. Mas serviu para eu me conhecer melhor. Em paralelo com o vestibular para Medicina na federal, eu havia feito para Biologia (minha verdadeira paixão - e eu não sabia!) na estadual, e havia passado (em 1º lugar - perseguição ou destino?).

Resolvi cursar Biologia, e era tudo muito natural, eu praticamente não era exigido e continuava minha saga de nº 01. Depois de uns 2 anos cursando, sem ser exigido, fiz vestibular para Farmácia e Bioquímica na federal ( e adivinha quem passou em 1º na primeira fase?).

Resolvi cursar. Decidi que iria me dedicar a outras coisas que não as disciplinas, então entrei na política estudantil de cabeça - Diretório Acadêmico, Diretório Central, Executiva Regional e, enfim, Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Coordenador Científico, era um sonho realizado, organizar um evento para milhares de pessoas).

Não formei em Biologia, abandonei o curso antes de apresentar a monografia - estranho! Fiz muitos concursos e em geral eu sempre passei, mas nunca tive coragem de ir ver como é. Banco do Brasil, Corpo de Bombeiros, UFMA, etc.

Comecei a trabalhar aqui na Merck / Quercegen, por um convite de um colega, estou aqui desde 2004 e tudo aconteceu rápido e fora da minha programação. Posso dizer que tive sucesso, mas não foi um caminho que tracei, just happens.

Eu não tenho nada na minha vida a não ser as minhas paixões e meus sonhos - que sempre vão ser sonhos.

Um comentário:

Amanda Pinto disse...

Não sei o que é pior: você ter um sonho e não conseguir realizá-lo ou seguir um sonho sonhado pra você...
É pressão, desilusão... se não tiver o apoio de alguém e força de vontade você talvez seja frustrado pra sempre.
Que bom que deu tudo certo. ;D

Beeesos