segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coisas Abomináveis



Estava a ler no sábado minhas queridas crônicas - que foram minha iniciação no prazer da leitura. E reli esta aqui do querido PMC: http://www.janainaramos.com/2009/06/coisas-abominaveis-paulo-mendes-campos.html

Obviamente sem o mesmo brilho, resolvi fazer a minha listagem de coisas abomináveis, que me vêm à cabeça neste instante.

Bater no carro de gente histérica, bater no carro de policial, bater no carro de advogado. Dor de barriga no trabalho. Perder jogo no último minuto. Bateria do celular acabar e você esperar uma ligação urgente. Chefe que se acha especial. Gente que se acha especial. Programação da TV aberta no domingo. Novela das 8. Ricardo Teixeira. Galvão Bueno narrando Fórmula 1. Gente que se apossa do coletivo. Ônibus coletivo cheio. Terminal de integração de coletivos. Buracos em avenidas. Bueiro sem tampa em dia de chuva forte. Barriga roncando às 9:15 da manhã. Ter de trabalhar na segunda. Ter que fingir estar trabalhando quando na verdade se está na internet. Querer ler e estar sem nenhum livro novo. Ter que parar um filme na metade para terminar de assistir depois. Esquecer de assistir o filme que ficou pela metade. Perder dinheiro. Achar uma conta que não foi paga. Ser demitido. Ser forçado a pedir demissão. Quando nos dizem 'o problema não é você, sou eu'. Quado nós dizemos ' o problema não é você, sou eu'. Ter que economizar para comprar uma casa, mas na verdade estar economizando para aumentar o lucro da CEF. Pagar em prestações o que você deveria ter comprado à vista. Não achar a lente de contato em dia de jogo à noite. Revisar SOP que não foi você quem elaborou. Revisar qualquer coisa. Passar em concurso e não ser chamado. Não saber se já foi chamado em concurso que passou. Ver que já foi chamado e perdeu o prazo do concurso que você passou. Wágner cobrando qualquer coisa que depende mais dele do que de mim. Gente que não toma atitudes por medo de errar. Coca-cola quente. Pepsi sem gás. Pepsi com gás. Mulher que grita por qualquer coisa. Homem que grita por qualquer coisa. Gente que não sabe descansar. Gente que não sabe ficar em fila. Dor de dente. Dentista. Broca. Dia de ir no dentista. Quando a preguiça vence a alegria de viver. Sede. Meia listrada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E o que você vai fazer com o seu $?


E aí? As bolsas vão continuar caindo. Exagero? Mas quando é que os mercados não foram ultrassensíveis? Você tem estômago e liquidez para aproveitar a baixa e comprar as opções corretas? Legal.

Mas e você que quer comprar um apartamento, um carro ou decorar sua casa em 2012. O que você vai fazer, onde vai colocar seu dinheiro? Na poupança? Não me diga algo assim.

O Brasil não tem os problemas europeus, nem os americanos. Nossos problemas são de outra natureza, a nossa dúvida é aumentar a taxa de juros e crescer menos ou fazer um aperto fiscal e crescer menos?

É uma resposta que virá cedo ou tarde e nesse intervalo divida seu patrimônio e aplique 1/3 em fundos conservadores, 1/3 na poupança, mas deixe 1/3 em ações interessantes (de setores relacionados ao nosso ótimo mercado interno: setor de consumo, setor elétrico...), não deixe de aproveitar essa grande oportunidade que é a Bovespa a 54.000 pontos.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pastéis e Salmonella


Quem me conhece sabe que sou magro, bem magro. E sou aquele tipo que costumava a ser magro por não comer muito mesmo. Sabe, sentar à mesa não é dos maiores prazeres para mim. Sempre preferi ir à praia, assistir TV, ler um livro, ver um filme e por aí vai.

Mas ultimamente tenho me visto bastante comilão, e com esse exagero chegam os efeitos colaterais. Em resumo, após um fim de semana onde o amendoim torrado foi o companheiro inseparável das famigeradas partidas de Futebol da Copa América e do Mundial Feminino e de Vôlei da Liga Mundial, o alarme soou (literalmente). A mistura do amendoim torrado com os pastéis da estrada de São Luís para Barra do Corda foi de matar...

Caramba, que horrível é a sensação de estar com diarréia! E o pior, quando se tem que viajar para o interior do Maranhão, onde na estrada você está sujeito aos melhores petiscos do mundo! Sofri...mas sobrevivi.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que eu acho sobre o Lewis Hamilton


Antes de mais nada, tenho que fazer várias ressalvas.


Sou torcedor da McLaren, e, entre os dois pilotos que temos em Woking, prefiro o Hamilton – poderia detalhar, mas vou resumir: acho ele mais piloto que o Button.

Dito isto, devo dizer que não assisti a íntegra do GP de Mônaco. Vi alguns dos incidentes e tenho uma opinião controversamente a favor do Hamilton em alguns (o que quase invalida a minha opinião à respeito do cara, mas me dêem crédito, por favor).

“Hamilton popstar”

Parei para pensar na teoria ‘Hamilton popstar‘. Eu mesmo julguei o cara pelo seu novo empresário, pelo camarote com Rihana e companhia limitada e pelo seu namoro com a Nicole Prescovia Elikolani Valiente Scherzinger (uau!). Isso desconcentra um piloto? Isso atrapalha a preparação dele para as corridas? Olha, eu não tenho certeza, mas sei que os contratos desses caras estão entre os mais rígidos do mundo dos esportes. A McLaren exige uma programação a ser cumprida estritamente (horas em simulador, treino físico, etc). Não há espaço para curtição fora da temporada de férias, isso é fato.

Mimado?

Vi o Galvão Bueno falando que o Hamilton foi ‘mimado’ pelo Ron Dennis. Acho que as pessoas avaliam as outras por si. Quem estudar a história do Hamilton até chegar 2007 vai ver a vida que ele levou. Não houve espaço para mimos, houve sim muita cobrança. Ron Dennis nunca deu vida fácil a seus pilotos e não abriu essa brecha para o Lewis.


E após o WDC, ele foi mimado? Após o título de 2008, Lewis afirmou que gostaria de ganhar um McLaren F-1 de presente, Dennis deu a ele uma miniatura e disse que para ele ganhar um de produção teria que ganhar mais 2 títulos. Isso é um belo exemplo de como mimar um piloto.

O que mudou agora? Ele voltou a ser negro?

Alguns adeptos da teoria racista preferem simplificar (seguindo a onda daquela infeliz declaração após Mônaco) mas esquecem que ele já foi campeão mundial. Não quero aqui negar que o racismo existe, mas não vejo esse componente como crucial para nenhuma decisão (que para mim são mais preconceituosas com a agressividade do Hamilton do que com sua cor – ou então o preconceito é pela cor do capacete já que Senna não era negro).

Ou ele já não está mais sentindo o doce sabor da conquista?

Amigos, entrem na cabeça de um piloto de F-1. Se você é um cara competitivo, multiplique por mil e eleve à quinta potência, aí você poderá talvez ter um padrão do que é um piloto de F-1 em termos de competitividade. Todos querem ser o número 1. Alguns disfarçam bem, lorde Button? Tá bom que eu acredito. Ele quer ganhar como todos os outros. E isso propicia um ambiente favorável a erros e desequilíbrio entre o que você quer e o que o carro permite.

O Hamilton é mais piloto que todos do Grid ou ele acha que é?

Aí está o cerne de toda a discussão sobre o seu atual ‘momento psicológico’. Na história da F1, quando grandes pilotos tinham carros inferiores ao seu talento o que aconteceu? Show ou erros, consagração ou desgraça. O piloto ou se foca muito ou desfoca completamente.

Eliminem dessa minha comparação os inícios de carreira. É óbvio, por exemplo, que quando Alonso corria de Minardi ele não era, ainda, o melhor piloto do Grid – mas estava acima daquele carro. Mas lembremos de Prost tentando correr de Ferrari, do Senna tentando correr de Williams, do Schumacher tentando correr de Mercedes (com a ressalva de que este estava 3 anos parado). Erros, críticas e desgraça. Agora vejam, lembrem do Senna correndo em 93 com um McLarenzinho meia boca. Show, espetáculo e consagração como o melhor de todos os tempos. A diferença entre o Senna de 93 e o de 94 era qual? As expectativas externas e, principalmente, internas.

O nível de cobrança que cada piloto se faz influencia muito no que cada um apresenta na pista. Em 93, Senna não era favorito e não precisava provar nada para ninguém. Em 94, ele era unanimidade – e para uma unanimidade, ficar zerado, errar, bater e tomar uma lavada de um ‘desconhecido’ gera pressão e mais erros.

Vejam bem, o próprio Hamilton após sua redenção em 2008, recebeu da McLaren um carro pífio em 2009 e o que ocorreu? Depois de um início claudicante, o carro melhorou e ele evoluiu seu nível de pilotagem. Qual a avaliação dele ao final da temporada? Um dos melhores do grid, senão o melhor, já que Alonso teve um ano péssimo.

O que eu acho do Hamilton

Ele é apenas uma vítima ativa das circunstâncias. Errou, correu mais que o carro, ficou atrás de pilotos mais lentos em uma pista onde ninguém passa (passava?) ninguém, não teve a calma necessária, a frieza exigida pela situação – inexperiência? Não! Perfil.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Começou...

E naquela estratégia básica de desgaste, tentando fazer a pessoa desistir, tentando fazer o emocional sucumbir, começaram a me pressionar.

Manter o foco é a palavra de ordem.

Meu ex-Gerente vai me pedir toda a calma do mundo, meus funcionários já estão em campanha para que eu não sucumba.

Mas eu acredito no stress, na briga, na luta, nas discussões como fontes de mudança. Não sou calmo. Sou Escorpião. Daí vocês podem concluir o que vai acontecer.

Vamos aguardar.

fonte da imagem: http://www.toonpool.com/cartoons