quinta-feira, 23 de maio de 2013

E agora eu sou atleta de novo

Não tenho nada contra o povo daqui. Gosto de praticamente todos e não fiz nenhum inimigo (ainda). Mas a cidade, cara que abandono. Que falta de ânimo. Você vai na sorveteria e pede uma água, não tem, ok, traz uma coca, não tem.

Fazer o que da vida?

Jogar bola.



Topo qualquer pelada. Anteontem foi futebol, ontem foi society e hoje é futsal. Me convidaram para um vôlei também. Será que aqui tem algum aro de basquete?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Lendas e Mistérios do Maranhão: o Caso do Itaqui


Lendas e Mistérios do Maranhão: o Caso do Itaqui
por José Wilson
O Maranhense se orgulha de viver em um estado considerado um caldeirão efervescente de cultura. Um caldeirão que foi temperado de lendas, mistérios e 'causos' estranhos. São carruagens encantadas que arrastam correntes, serpentes que crescem sem parar, areia sendo transformada em pólvora e até um rei transformado em touro negro com uma estrela branca na testa.
Muitos pensariam, baseando-se nisso, que esse povo crédulo seria fácil de ser enganado. Muitos pensariam.
Mas as lendas que assombram o dia-a-dia das empresas que tentam apostar no estado, são outras e são mais horripilantes, mais assustadoras.
Talvez a principal delas, seja a lenda do 'Porto que nunca será'.
O 'Porto-que-nunca-será' é um porto que apesar de possuir uma das maiores profundidades do mundo não consegue movimentar os produtos que seu estado produz, quanto mais ser uma referência em sua região de influência - eu diria má influência. Ele é talvez o porto nacional com a melhor saída para a Europa (mercado consolidado), para a China (via Canal do Panamá), para a África (objeto de desejo para quem pensa em expansão de mercado) e para os Estados Unidos (via Miami), e mesmo assim, apesar de ser o mais próximo acaba vivendo como o mais distante tanto para enviar como para receber.
O 'Porto-que-nunca-será', nunca será - os mais cínicos dirão - por que ninguém quer que ele seja. Mas isso não é de todo verdade. O 'Porto-que nunca-será' só é assim por que ele é assombrado. Uma pausa dramática é necessária agora, para que possamos digerir o termo 'assombrado'.
Os fantasmas que assolam essa estrutura são muitos, e são perniciosos. O fantasma da falta de vontade política, campeão de audiência no Brasil (cujo exorcismo propiciou todo o crescimento da área portuária de Suape). O fantasma do clientelismo, que coloca despreparados em posições estratégicas (não precisaremos detalhar o cabide de empregos que se tornou a EMAP). O fantasma da falta de parcerias público-privadas, que poderiam acelerar obras de infra-estrutura através de um gerenciamento mais profissional dos recursos obtidos de canais mais rápidos (PAC, BNDES).
Em suma, o 'Porto-que-nunca será' poderia ser Suape, basta chamar os caça-fantasmas.

artigo produzido para a disciplina Fundamentos de Logística (MBA em Engenharia de Produção - ENE)

terça-feira, 7 de maio de 2013

terça-feira, 30 de abril de 2013

'E eu aqui em Barra do Corda?' ou 'Vontade que dá e passa'

Enquanto isso na sala de justiça...


Fiquei sabendo que a cidade não tem sistema de esgoto - saneamento básico #fail - ou seja, é uma bosta.

Fiquei sabendo que o maior problema da cidade é que não há um sistema de fornecimento de água regular para seus habitantes - ricos ou pobres, mais para estes últimos, claro - ou seja, o povo não anda fedendo por que é porco, porcos são os políticos mesmo.

Essas coisas me desanimam, nessas horas é melhor me concentrar no trabalho...oh wait! Se eu me concentrar no trabalho é capaz de piorar.


Não gosto de ser visto como um justiceiro, fantasia de herói é muito brega e eu não fui talhado para esses tipos romantizados - Ok, um Ironman da vida eu topava...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dimas e o asa-branca

Dimas era daqueles caras da cidade que não entende nada de campo. Passou umas férias na casa de uma tia no interior algumas vezes, mas só gostava de ir para lá por que as meninas eram mais fáceis.

Um dia, o coitado teve de ir em um cemitério atrás de uma boa locação para umas fotos - Dimas era um projeto de J.R. Duran. Procura daqui, procura dali e Dimas acabou raspando em um galho de árvore, uma acácia provavelmente.



De repente, ele sentiu uma dor aguda seguida de uma dezena de outras pequenas explosões nas costas e nas pernas. Ele não sabia o que fazer e correu, quanto mais ele corria, mais aquilo ardia e de repente ele teve a consciência de que o mal que lhe afligia era o temível marimbondo asa-branca, o terror alado.

Não se sabe onde Dimas foi parar, alguns dizem que ele foge até hoje, atormentado pela dor, outros dizem que ele correu até a casa da tia dos anos de infância atrás de uma lição que nunca aprendera, 'nunca ande distraído em um bosque da acácias no mês da florada'.