domingo, 14 de setembro de 2008

Eleições 2008...?

Essa pesquisa foi a última a que tive acesso sobre as intenções de voto aqui em São Luís. E mesmo considerando toda a variação da margem de erro (4% para mais ou para menos), já é o suficiente para eu me perguntar 'Por quê ?'.

Qual a idade política do candidato tucano?

Estamos fatalmente fadados a esperar por promessas vazias de megaobras, aquele velho discurso de utilização do estado para geração de emprego e renda...isso é coisa de cidade pequena (ops...será?).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Quem conhece o SNGPC?

A intenção foi ótima , a execução foi rápida, mas e as consequências?

Eu não trabalho em Farmácia comercial. O que eu sei do Sistema, sei através do site da ANVISA e de farmacêuticos que estão no dia-a-dia das grandes redes de farmácias.

As justificativas da ANVISA são ótimas:

"O consumo indevido de medicamentos em geral, e de psicotrópicos em particular, representa um grande problema de saúde pública...o Brasil é maior consumidor mundial per capita de anfetaminas...O modelo de controle adotado atualmente, pelo Governo Brasileiro, herdado pela Anvisa, baseado, somente, na publicação de Regulamentos Técnicos...dificulta o cumprimento de metas e acordos internacionais de monitoramento e controle de consumo desses produtos..."

Os objetivos são nobres:

"O SNGPC tem como principais objetivos:
- Monitorar a dispensação de medicamentos e substâncias entorpecentes e psicotrópicas e seus precursores;
- Otimizar o processo de escrituração;
- Permitir o monitoramento de hábitos de prescrição e consumo de substâncias controladas em determinada região para propor políticas de controle;
- Captar dados que permitam a geração de informação atualizada e fidedigna para o SNVS para a tomada de decisão;
- Dinamizar as ações da vigilância sanitária"

Mas será que afastar mais ainda o Farmacêutico do balcão em consequência desse aumento de serviço 'burocrático' em detrimento de uma ação mais localizada na fonte dos problemas (excesso de prescrições, notadamente motivadas por ações inescrupulosas de alguns laboratórios sobre médicos igualmente mesquinhos) é tão fantástico assim?

Também não sei ainda, vamos aguardar cenas dos próximos capítulos...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Passar mal bem (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/10/031003_ivanlessa.shtml)

O primeiro objetivo é não passar mal. Cuidar-se, não pegar ar encanado, aquelas coisas que nossas tias recomendam. Infelizmente, ninguém é de ferro e, vez por outra, passamos mal. Vamos ficar nas doencinhas, que é para não assustar ninguém e não dar azar.
Houve um tempo em que, como todo mundo, eu não sabia o que era passar mal. Era um ou outro resfriado, um leve desarranjo, dor de dente, pretexto para ficar em casa.
Claro que me refiro ao "tempo alegre de criança que se foi".
Depois, as coisas se complicam. Qualquer dorzinha depois dos 30 anos é para ser encarada com a maior seriedade.
Nós, brasileiros, ou estamos morrendo de fome, e disso e daquilo outro, ou então somos saudáveis como touros, para ficar lá pela classe média, que é onde melhor me movimento, ou movimentei.
Nunca cheguei aos exageros de colecionar e trocar bulas, como se fossem figurinhas, hábito popular nesse nível social, mas lembro-me que o papo sempre animava quando se começava a falar em doença.
Talvez porque, jovens, achássemos que todas elas eram rito de transição e passavam logo. Mal sabíamos nós…
Ir ao médico, no Brasil, era quase um prazer. Primeiro lugar, porque quase sempre era um camarada que a gente conhecia do bar que freqüentávamos.
Depois, e principalmente, porque era facílimo descrever o que nos afligia. Era um "treco" aqui, um "negócio" ali, um "troço", uma "coisa" – e todas as imprecisões do mundo acompanhadas de rica mímica e elegantes gestos no ar.
Deixávamos o médico vitoriosos com a receitinha do antibiótico e em pouco tempo estávamos prontos para outra.
Aqui, no estrangeiro, a coisa é outra. Somos obrigados à precisão e à concisão e remédio, apesar de baratíssimo, ou grátis dependendo da idade do freguês, quase nunca vem com bula. Uma leitura e um papo a menos.
Sugiro, pois, ficarem doentes pelo Brasil mesmo que é muito mais seguro e divertido. Principalmente quando se tem, naquela farmácia da praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, o "Zé da Farmácia" para receitar e aplicar a injeção. Mas essa é outra história, outra personagem, outros tempos.

Ivan Lessa

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tributo

Na verdade não é bem o pagamento de uma dívida, é mesmo uma mudança de atitude.

Talvez por ser uma pessoa muito egocêntrica eu tenha pensado que tudo que fiz estava correto.

1-2, 1-2! Jab - Direto! O gongo não me salvou e o juiz abriu contagem, 1-2-3-4-5-6-7-8!

Cambaleante, eu vi uma história trágica passando...não foi knock-out, mas a contagem foi séria.

Deu para perceber que é preciso ter muito mais jogo de pernas e agilidade, antecipar os golpes e contra-atacar.

A vida é assim, você só sente falta das suas pernas quando está deitado, beijando a lona.

Essa luta é nossa, não vai mais ter susto!

Nossa como foi difícil...

Eu não lembrava de nada disso !!!

Fui cair na tentação de colocar meu nome completo no Google e ver o que aparecia

Nossa!!! Meu blog...

Deu saudade, deu vontade e estamos de volta (será?)

Não sei em que estado, mas de volta.

W.